Intervalo Interativo – Um momento com muita diversão, aprendizado e conexão!
Por Marília Brito - Assistente da Coordenação Pedagógica
Quando a vida te der limões, faça deles uma limonada (suíça, de preferência! rs).
É com essa mentalidade que buscamos encarar a proibição do uso de celulares no ambiente escolar. Antes mesmo do retorno às aulas no início do ano, muitos alunos já entraram em contato conosco buscando saber como lidaremos com essa restrição. E não poderia ser diferente, afinal, eles estavam sendo tolhidos de algo que lhes era tão natural como o simples ato de se vestir.
Nós cuidamos, então, de acolher essa angústia e guiá-los pelo caminho da percepção de que essa nova realidade só lhes traria benefícios. A imposição de uma obrigação, por si só, não faria sentido. A aceitação da norma pressupõe a sua compreensão, para que então ela seja validada e naturalmente cumprida, não porque “sou obrigado”, mas porque “isso é bom para mim”.
Foi nesse sentido que toda a nossa equipe pedagógica se empenhou, das mais variadas formas, com atividades dinâmicas e apropriadas para cada faixa etária, para demonstrar aos nossos alunos os benefícios do uso moderado dos aparelhos celulares, sem acessá-los no ambiente escolar, pois este é um ambiente de concentração e socialização.
Esse empenho se estendeu à toda a equipe escolar, e, como não poderia deixar de ser, a nossa incrível equipe de Vida Escolar, com o apoio da Coordenação Pedagógica, logo cuidou de tornar o momento do intervalo (quando os estudantes mais recorriam aos celulares) um momento de muita descontração e divertimento, completamente longe dos aparelhos eletrônicos.
Foi então que surgiu a proposta do Intervalo Interativo, um momento que vai muito além de uma pausa ou descanso, transformando-se em uma experiência marcante e divertida, onde cada estudante pode explorar novas formas de aprendizado, interação e conexão.
Os alunos tem inúmeras possibilidades a serem exploradas no momento do intervalo: jogos de tabuleiro, como xadrez, damas; cartas, como Uno, quebra-cabeças e atividades de lógica; brincadeiras tradicionais, como pular corda, amarelinha, elásticos; apresentações de música e karaokê; oficinas de pintura, desenho e escrita criativa; esportes recreativos, como mini campeonatos de ping-pong e pebolim, e ainda um espaço “zen”, para leitura e prática de mindfulness para relaxamento.
Talvez você esteja se perguntando “nossa, mas dá tempo de fazer tudo isso no intervalo? Será que não fica uma bagunça?”. Mas a verdade é que as crianças nos surpreendem, e nós temos muito mais a aprender com eles do que eles conosco! Eles se organizam e planejam as atividades que realizarão, ordenam o ambiente e cuidam para que consigam realizar as atividades que desejam. Logicamente que há constante supervisão pela nossa equipe de Vida Escolar, mas no nosso papel é muito mais mediar eventuais conflitos e guiá-los para que encontrem sozinhos uma solução, do que impor atividades pré-definidas sem a participação deles.
Confira alguns depoimentos dos nossos alunos sobre esse momento tão importante:
“Eu acho que o intervalo é muito legal porque podemos escutar músicas, e deve ser sempre assim." – Dafne, 6º ano A
“ O intervalo é um momento de descanso e relaxamento, porque não ficamos focadas só em ler." – Luiza Barbosa, 5º ano A”
“É muito importante e mais interativo, brincamos e nos divertimos." – Valentina, 7º ano A”
“Sem o Intervalo Interativo ficávamos sentadas sem fazer nada. Agora interagimos, brincamos e conversamos com nossos amigos." – Laura, 6º ano A
“Acho bem divertido porque temos várias opções de brincadeiras." – Valentina, 6º ano A
“ Eu adoro escutar músicas, jogar Just Dance e participar de brincadeiras legais e interativas." – Ana Júlia, 6º ano A
Com esses momentos, os alunos desenvolvem empatia, respeito e cooperação, aprendendo a lidar com conflitos e promover um ambiente escolar muito divertido, harmonioso e inclusivo, o que é essencial para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo.
Nosso compromisso é proporcionar aos alunos momentos de descontração em um ambiente acolhedor, que incentive o aprendizado de maneira leve e envolvente. São jogos, músicas, danças e muitas brincadeiras, tornando esse tempo ainda mais especial e significativo para todos.
Acompanhe esses momentos nas nossas redes sociais e aproveite para curtir com os nossos alunos os registros desse evento tão especial para eles!
Setembro Amarelo: Profissionais que apoiam nos cuidados com a saúde mental
Por Talita Rípoli - Psicóloga e Thaís Lima - Mestra em Gestão Educacional
Por Talita Rípoli - Pscóloga e Thaís Lima - Mestra em Gestão Educacional
Conforme refletimos anteriormente, alguns sintomas ou problemas têm soluções mais difundidas para todos nós, por exemplo, se você tiver um incômodo em um de seus dentes, você não tem dúvidas, procura logo um dentista. Mas se você se sentir angustiado, com muito medo, com dificuldades para encontrar uma razão para fazer coisas do cotidiano, quem pode te ajudar? Um amigo? Um padre? São tantas as opções que aparecem e as dúvidas que temos, mas assim como seu dente, seu cérebro também precisa de cuidado especializado.
Psicólogos e psiquiatras podem oferecer suporte e tratamentos adequados. Além disso, manter um estilo de vida mais saudável, com exercícios físicos, alimentação equilibrada, rotina de sono adequada e momentos de lazer, contribuem significativamente para o bem estar não só da saúde física como mental.
Acredito que em algum momento você já se perguntou, afinal, qual a diferença entre psicólogo e psiquiatra? O que faz cada um deles?
São várias as diferenças entre esses profissionais, uma delas é na formação. Apesar de ambos pertencerem à área da saúde, eles têm aprofundamentos e funções diferentes, e que podem se complementar, assim como no exemplo do ortopedista e do fisioterapeuta, além de oferecer diferentes tipos de tratamentos, assim como diferentes abordagens.
O psiquiatra é um profissional que se formou em medicina e após a graduação realizou residência em psiquiatria. Tendo formação médica completa, estão autorizados a solicitar exames, analisar os resultados, prescrever medicamentos e realizar diagnósticos de doenças ou transtornos. A formação médica capacita o psiquiatra a entender a saúde mental a partir de uma perspectiva biológica, química e neurológica, e a depender do diagnóstico pode levar em conta a necessidade de tratamento medicamentoso.
O psicólogo é um profissional que se formou em psicologia e, geralmente, pode optar por especializações em áreas específicas da psicologia, como clínica, organizacional, educacional, entre outras. Psicólogos não têm formação médica, portanto, não podem prescrever medicamentos, o foco do seu trabalho está na compreensão e modificação do comportamento humano por meio de intervenções psicológicas, conversas, técnicas e métodos científicos.
Este profissional utiliza diferentes abordagens terapêuticas para ajudar os pacientes a lidar com problemas emocionais, comportamentais e cognitivos. Exemplos de abordagens incluem a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), psicanálise, terapia humanista, entre outras. Realiza intervenções preventivas que visam prevenir o desenvolvimento de problemas mentais, como orientação vocacional, programas de redução de estresse, etc. Além disso, realiza testes psicológicos para avaliar aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais.
Um dos objetivos é trabalhar o autoconhecimento do paciente, para que ele possa viver uma vida mais funcional e saudável. O diagnóstico que esse profissional realiza é mais focado em padrões de comportamento e processos mentais.
Em algumas situações, ambos profissionais podem trabalhar juntos para oferecer um tratamento mais abrangente para o paciente, dependendo de suas necessidades. Em alguns casos, um psiquiatra pode encaminhar um paciente para um psicólogo para psicoterapia ou vice-versa, pois os tratamentos tendem a se complementar.
No próximo texto mostraremos como fazemos aqui, no Colégio Helios, para proporcionar o desenvolvimento das habilidades importantes para uma vida saudável e como incentivamos nossos alunos e colaboradores a cuidar de sua saúde mental.